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Curiosidades gerais

Sem juízo
Depois do barraco aprontado por Mario Vianna na Copa de 1954 – quando ele proferiu vários impropérios públicos contra a comissão de arbitragens da Fifa e ainda foi tomar satisfações de seu colega inglês Arthur Ellis após o jogo em que o Brasil perdeu para a Hungria por 4 x 2 –, a Fifa excluiu o árbitro irascível de seus quadros. E, de quebra, decidiu que nenhum brasileiro seria convidado para apitar no Mundial de 1958.

TRAPALHADA
Gilmar,
goleiro do Brasil, usou a camisa 3 graças a uma confusão na hora da numeração

Jogo abençoado
Os irlandeses quase não foram à Copa porque a religião anglicana proibia atividades físicas aos domingos. Foi preciso que o clero local desse sua bênção para os jogadores poderem viajar com a consciência em paz para a Suécia.

O gol 500
Para o escocês Collins, restou um pequeno consolo após a derrota para o Paraguai nas fase de grupos: seu gol foi o de número 500 da história das Copas.

APITO
Nenhum
árbitro brasileiro apitou na Copa de 1958

Deusas loiras
Antes do jogo entre Suécia e México na fase de grupos, os organizadores programaram uma demonstração de ginástica artística. A platéia sueca reagiu com aplausos benevolentes, mas os jornalistas – principalmente os sul-americanos – entraram em transe ao deparar com mulheres de 1,80 metro de altura, corpos perfeitos e roupas colantes. E a torcida ali, sem entender por que os fotógrafos gastavam rolos de filmes para documentar um mero exercício de cultura física.

Estádio vazio
O público pareceu adivinhar que não veria um bom jogo entre País de Gales e Hungria na fase de grupos, tanto que a platéia foi a menor da Copa de 1958, apenas 2.832 pessoas.

LENDA?
Pelé
e Garrincha teriam sido escalados por pedido dos jogadores

O encanto das liras
José João Altafini, do Palmeiras, tinha o apelido de Mazzola desde os tempos do XV de Piracicaba por sua semelhança física com o meia Valentino Mazzola, do Torino (Itália). Mas, apesar dos dois gols contra a Áustria na estréia, sua situação no time estava perigando. Rumores de que ele havia recebido uma proposta milionária do Milan circulavam desde antes da Copa. E, segundo alguns dirigentes brasileiros, as liras italianas estavam fazendo com que o jovem atacante de 19 anos começasse a mostrar sinais de falta de concentração.

BÊNÇÃO
Clero
irlandês teve que dar a bênção para os jogadores atuarem aos domingo

O Rei Pelé
Os franceses guardam até hoje na memória os três gols de Pelé naquela noite de 24 de junho de 1958. Cinco anos depois, em 28 de abril de 1963, o Brasil voltou a enfrentar a França, no estádio Olympique de Colombes, em Paris. E Pelé voltou a marcar três vezes, na vitória por 3 x 2. Foi quando o jornal France Soir deu a ele o nobre apelido de Le Roi, “O Rei”.

Argentino e ladrão
Terminada a Copa, o juiz argentino Juan Brozzi veio apitar no Brasil. Ele e outros dois árbitros uruguaios – Esteban Marino e Juan Castaldi – comandaram partidas do Campeonato Paulista de 1958. E, a julgar pelos comentários da época, os alemães tinham razão. Por aqui, sempre que pôde, Brozzi deu uma mãozinha para os times grandes ou que jogavam em casa.

NÚMEROS

126
gols em 35 partidas

13
gols marcou Fontaine, artilheiro da Copa

35.778
foi a média de público do Brasil

16
países participaram da Copa: 12 europeus,
3 sul-americanos e 1 norte-americano

8
jogos recebeu o Solna-Rasunda,
estádio com mais jogos

VEJA AS FICHAS DE TODAS AS PARTIDAS
  Fase de Grupos
Grupo 1 P J V E D
   Alemanha Ocidental 4 3 1 2 0
   Irlanda do Norte 3 4 2 1 1
   Tchecoslováquia 3 4 1 1 2
   Argentina 2 3 1 0 2
 
Grupo 2 P J V E D
   França 4 3 2 0 1
   Iugoslávia 4 3 1 2 0
   Paraguai 3 3 1 1 1
   Escócia 1 3 0 1 2
 
Grupo 3 P J V E D
   Suécia 5 3 2 1 0
   País de Gales 3 4 1 3 0
   Hungria 3 4 1 1 2
   México 1 3 0 1 2
 
Grupo 4 P J V E D
   Brasil 5 3 2 1 0
   União Soviética 3 4 2 1 1
   Inglaterra 3 4 0 3 1
   Áustria 1 3 0 1 2
  Fase final